Polícia Regionais

ARGENTINO PRESO EM TIRADENTES CORRE RISCO DE MORTE, AFIRMA ADVOGADO

Por Redação #Região

Eduardo Ignácio Murias, de 63 anos, foi agredido dentro do Presídio de São João del-Rei.


O arquiteto argentino Eduardo Ignácio Murias, de 63 anos, preso em Tiradentes, Minas Gerais, corre risco de morte dentro do Presídio de São João del-Rei, segundo seu advogado, Ciro Chagas. Murias foi detido no dia 24 de maio sob suspeita de injúria racial contra um menino de 7 anos durante um passeio de trem turístico. Ele chegou à unidade prisional em 25 de maio, após ser preso pela Polícia Militar.

No dia 30 de maio, o Tribunal de Justiça de Minas Gerais negou um pedido de habeas corpus impetrado pela defesa, que busca a revogação da prisão preventiva decretada após a audiência de custódia. O advogado alegou que Murias foi agredido por outros detentos e que sua vida está em perigo. “Agrediram ele. Vão matá-lo na cela. Ele está correndo risco de morte”, afirmou Chagas.

A Polícia Penal registrou a ocorrência em 26 de maio, onde Murias relatou ter sido retirado da cela após ser agredido, mas não soube identificar os agressores. Apesar de não apresentar lesões visíveis, ele foi encaminhado para uma Unidade de Pronto Atendimento (UPA) e liberado posteriormente. Devido ao risco à sua segurança, foi transferido para outra cela.

Na última segunda-feira, 1º de junho, a defesa impetrou um novo habeas corpus no Superior Tribunal de Justiça (STJ) para contestar a decisão anterior. O advogado destacou que a situação no presídio é instável e que o diretor da unidade recomendou a transferência de Murias para garantir sua segurança. O habeas corpus busca a soltura do argentino com medidas cautelares, a transferência para um local mais seguro ou a concessão de prisão domiciliar com monitoramento eletrônico.

A Secretaria de Estado de Justiça e Segurança Pública de Minas Gerais (Sejusp) informou que instaurou um procedimento interno para investigar as alegações de agressão, e os detentos que estavam na mesma cela de Murias serão ouvidos pelo Conselho Disciplinar da unidade prisional.

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