AUGUSTO CURY PROPÕE PACIFICAÇÃO DO BRASIL EM CANDIDATURA À PRESIDÊNCIA
Candidato do Avante defende revisão do Programa de Pleno Pagamento de Dívidas dos Estados em visita a Belo Horizonte.
O psiquiatra e candidato à presidência da República, Augusto Cury, manifestou seu desejo de governar o Brasil por quatro anos com o objetivo de “pacificá-lo” e, em seguida, “ir embora”. A declaração foi feita durante uma visita à sede da Federação da Agricultura e Pecuária do Estado de Minas Gerais (Faemg), na manhã desta quarta-feira, 2 de setembro.
Cury, que representa o partido Avante, destacou a necessidade de revisar os juros do Programa de Pleno Pagamento de Dívidas dos Estados (Propag), que, segundo ele, são “cruéis” e “asfixiam os Estados”. O candidato também defendeu a criação de um novo pacto federativo que beneficie os municípios, afirmando que é preciso unir esforços de diversos setores para resolver a crise das dívidas estaduais.
“Eu sei que os estados estão atolados. Temos que rever com os melhores juristas, porque não pode haver mais guerra”, disse Cury, enfatizando que seu objetivo não é construir uma carreira política, mas sim contribuir para a pacificação do país. Ele acredita que o poder e a fama podem “infectar a mente” e, por isso, deseja trabalhar em conjunto com especialistas para colocar o Brasil nos trilhos.
Recentemente, Cury teve um aumento significativo em sua intenção de votos, conforme pesquisa BTG/Nexus, passando de 2% para 11%, consolidando-se como uma das principais figuras da chamada “terceira via”. No mesmo levantamento, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva lidera com 39%, seguido por Flávio Bolsonaro com 33%.
Além de suas propostas para a economia, Cury também defendeu investimentos em energias renováveis e agricultura sustentável, enfatizando a importância de uma abordagem inovadora para a produção de alimentos. Ele sugeriu que diplomatas brasileiros realizem feiras anuais para promover o país no exterior, em vez de depender de influenciadores digitais para essa tarefa.
“O Brasil é amado. Precisamos vender o Brasil com dignidade”, concluiu o candidato.