DUPLICAÇÃO DA BR-251 NO NORTE DE MINAS GERA EXPECTATIVA, MAS MOTORISTAS SEGUEM APREENSIVOS
Concessão da rodovia traz promessas de melhorias, mas trechos duplicados são considerados insuficientes.
A BR-251, conhecida como “Estrada do Medo”, é alvo de preocupações constantes entre motoristas que enfrentam seus perigos. O caminhoneiro Paulo Ricardo Santos Lima, de 38 anos, expressa seu receio ao percorrer a rodovia, que foi palco de uma tragédia recente que resultou em nove mortes em um acidente entre um ônibus e uma carreta. A concessão da BR-251, formalizada pouco antes do acidente, promete intervenções que visam aumentar a segurança, mas a duplicação prevista é limitada a apenas 12,5% do total da estrada.
A Agência Nacional de Transportes Terrestres (ANTT) anunciou que a assinatura do contrato com a empresa Ecorodovias ocorrerá em 17 de julho. O contrato de concessão, que terá validade de 30 anos, prevê investimentos de R$ 13,16 bilhões, sendo R$ 7,3 bilhões destinados a obras e R$ 5,8 bilhões para operação e manutenção. Contudo, motoristas temem que a duplicação de apenas 42,3 quilômetros não seja suficiente para reduzir os riscos de acidentes.
As intervenções iniciais incluem a recuperação do pavimento e a melhoria da sinalização, com a ANTT afirmando que as obras essenciais devem ser concluídas nos primeiros 12 meses após a transferência da rodovia à concessionária. Entre os trechos a serem duplicados estão áreas críticas, como a Serra de Francisco Sá, onde acidentes são frequentes devido às curvas perigosas.
Motoristas como João Gabriel Novaes Azevedo, de 28 anos, também relatam a apreensão ao trafegar pela BR-251, destacando a imprudência de outros condutores e a necessidade de uma duplicação mais abrangente. “A estrada só vai melhorar quando for toda duplicada”, afirma. A expectativa é de que as obras tragam alívio, mas muitos acreditam que a solução definitiva para a segurança na rodovia ainda está distante.