Economia\Negócios Regionais

EX-RETIRANTES MINEIROS SE TORNAM EMPRESÁRIOS EM SUAS CIDADES DE ORIGEM

Por Redação #Região

Histórias de migrantes que voltaram para abrir negócios e impulsionar a economia local


Em um movimento inverso ao êxodo rural, um número crescente de mineiros está retornando às suas cidades natais para empreender e contribuir com o desenvolvimento econômico local. Entre eles, Siziene Cassia Araújo de Deus e Haroldo José de Deus, que deixaram Francisco Sá, no Norte de Minas, em busca de melhores oportunidades em Ilhabela, São Paulo. Após anos de trabalho na cidade litorânea, o casal decidiu voltar em 2006 e abrir uma mercearia, utilizando as economias e experiências adquiridas durante a migração.

Siziene, que trabalhou como caixa de supermercado em Ilhabela, destaca a importância da empatia no comércio. “Aprendi que, no comércio, a gente precisa ter empatia com as pessoas. Temos que deixar os problemas pessoais de lado, carregar um sorriso e atender bem os clientes”, afirma. O casal, que tem dois filhos, celebra a tranquilidade de sua vida em Francisco Sá e os frutos do trabalho árduo.

Outra história inspiradora é a de Luiz Carlos Santos, que também retornou após trabalhar como garçom em Ilhabela. Em 2003, Luiz voltou para Francisco Sá e abriu um bar, sentindo-se realizado por contribuir com sua cidade natal. “Meu pensamento sempre foi ter um negócio próprio. Hoje, estou estabilizado”, comemora.

Marlon Gonçalves Ruas Moreira, que passou 18 anos em Ilhabela, também voltou e abriu uma loja de acessórios. Ele percebeu uma demanda não atendida em sua cidade e, com o apoio de amigos, conseguiu estabelecer seu negócio. “No próprio negócio, a gente tem mais liberdade, mas também mais responsabilidade”, reflete.

Essas histórias exemplificam como a migração pode ser um motor de desenvolvimento local, com ex-retirantes se tornando empresários e ajudando a girar a economia de suas cidades de origem. O retorno ao lar, além de proporcionar estabilidade financeira, também permite que esses empreendedores contribuam com suas comunidades e fortaleçam laços familiares e sociais.

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