Economia\Negócios Regionais

EX-MIGRANTE ABRE PADARIA EM PORTEIRINHA E REALIZA SONHO DE EMPREENDER

Por Redação #Região

Vaney Gontijo, natural de Riachinho, deixou a capital para abrir seu próprio negócio no interior.


Vaney Gonçalves Gontijo, de 44 anos, é um exemplo de como ex-migrantes estão retornando às suas cidades de origem para empreender. Natural de Riachinho, no Noroeste de Minas, Vaney se mudou para Belo Horizonte aos 18 anos com o objetivo de juntar recursos para abrir uma padaria. Após 20 anos de experiência na panificação, ele e sua esposa, Valéria Francisco de Souza, decidiram voltar para Porteirinha, onde realizaram o sonho de abrir seu próprio negócio.

Em 2022, Vaney deixou seu emprego em Belo Horizonte e, após um breve período trabalhando em uma firma terceirizada da Copasa, encontrou a oportunidade ideal para abrir sua padaria. “Um dia, fui cortar o fornecimento de água de um ponto que estava fechado e percebi que o endereço era perfeito para o meu negócio”, relatou. Ele alugou o imóvel e, com muito trabalho, conseguiu estruturar a padaria, seguindo o exemplo do tio que também empreendeu na região.

“A vida no interior é mais tranquila. Não tem aquela correria da capital”, comenta Vaney, que inicia suas atividades às 3h30 da madrugada para produzir pães frescos. Ele trabalha em parceria com Valéria, que cuida do atendimento aos clientes e dos filhos do casal, Pedro Lucas, de 7 anos, e Pedro Henrique, de apenas 4 meses. “Aqui é assim: sempre um ajudando o outro”, destaca.

A história de Vaney é apenas uma entre muitas de ex-migrantes que retornam ao interior com a intenção de empreender. Vinícius Meneses Roseno Santos, de 41 anos, também fez esse caminho, voltando para Francisco Dumont, onde abriu uma hamburgueria após 17 anos na capital. Ele acredita que a experiência adquirida em grandes centros pode ser um diferencial para os negócios no interior.

O analista do Sebrae Minas, Walmar Magalhães, ressalta que esses empreendedores trazem uma bagagem valiosa, mas também enfrentam desafios culturais ao retornar. “Esse retorno pode trazer inovações, mas também pode haver um choque cultural”, afirma. Apesar dos desafios, a qualidade de vida e a possibilidade de estar mais próximo da família são fatores motivadores para muitos que optam por voltar e empreender.

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