MINISTÉRIO PÚBLICO DE MINAS GERAIS PROCESSA OCUPAÇÕES IRREGULARES NA REPRESA DE CHAPÉU D’UVAS
A ação visa proteger manancial que abastece 40% da água de Juiz de Fora.
O Ministério Público de Minas Gerais (MPMG) ajuizou uma ação civil pública contra as ocupações irregulares no entorno da Represa de Chapéu D’Uvas, que é crucial para o abastecimento de água em Juiz de Fora. A represa, localizada entre os municípios de Juiz de Fora, Ewbank da Câmara, Santos Dumont e Antônio Carlos, é responsável por cerca de 40% do fornecimento de água da cidade.
A informação foi divulgada em uma coletiva de imprensa realizada na última terça-feira, 25 de agosto. Durante o evento, o promotor Roger Silva Aguiar destacou a importância da exploração sustentável do manancial, enfatizando que o turismo na região deve ser promovido sem comprometer os recursos naturais. “O trabalho do Ministério Público tem sido muito grande em razão da especulação imobiliária que avança de forma agressiva em cima de Chapéu D’Uvas e pode destruir o manancial da cidade”, afirmou Aguiar.
Em 2023, o MPMG já demoliu 30 imóveis utilizados irregularmente por pescadores nas margens da represa, que está situada em uma área de preservação permanente. O promotor alertou que a destruição desse manancial pode afetar cerca de 250 mil pessoas, que ficariam sem acesso à água potável. Ele ressaltou a necessidade de conscientização da população e dos empresários sobre a gravidade da situação, enfatizando que ações inadequadas podem levar a uma tragédia ambiental.
“É preciso que a população, principalmente os empresários e o povo de Juiz de Fora, tenha conhecimento de que o que está em andamento é uma grande tragédia ambiental para a cidade”, concluiu Roger Silva Aguiar. O MPMG continua monitorando a situação e buscando medidas para garantir a proteção do manancial e a preservação do meio ambiente.