OPERAÇÃO INVESTIGA ESTELIONATO DIGITAL EM MINAS GERAIS
Ação conjunta resultou em mandados de busca e apreensão na Grande BH.
Na manhã desta quarta-feira (5), foi deflagrada a Operação Máscara Oculta, uma ação conjunta do Ministério Público de Minas Gerais (MPMG), da Polícia Militar (PMMG) e da Polícia Civil (PCMG) para investigar crimes de estelionato digital, lavagem de dinheiro e associação criminosa. A operação cumpriu cinco mandados de busca e apreensão na Grande Belo Horizonte, resultando na coleta de aparelhos tecnológicos que passarão por perícia.
A operação contou com a participação de dois promotores de Justiça, um delegado e 26 policiais militares. Foram emitidos quatro mandados em Belo Horizonte e um em Contagem. Durante a ação, foram apreendidos celulares, computadores, notebooks e pen drives, que agora serão analisados pelas autoridades.
Segundo o capitão da PMMG, Rafael Veríssimo, os suspeitos criavam perfis falsos em redes sociais para atrair vítimas a realizar investimentos. “Os criminosos digitais tinham uma engenharia social muito bem planejada”, destacou o capitão. Eles utilizavam uma interface profissional em aplicativos e incluíam os clientes em grupos de WhatsApp, onde outros envolvidos promoviam a credibilidade da página.
As empresas investigadas operavam com nomes fictícios e movimentaram mais de R$ 15 milhões, com uma delas recebendo mais de R$ 5 milhões em depósitos em apenas dois meses. Após as transferências, os suspeitos encerravam as empresas e criavam novas identidades para reiniciar o esquema.
Até o momento, uma vítima foi identificada, mas o número total de pessoas lesadas ainda é desconhecido. As forças de segurança alertam para a importância de verificar a reputação de empresas antes de realizar investimentos, recomendando a consulta a órgãos como a Comissão de Valores Mobiliários (CVM) e o Banco Central.