PLATAFORMA VIDA REVOLUCIONA TRATAMENTO DO CÂNCER DE MAMA NO SUS
Iniciativa de alunos do Rio Pomba Valley já atende 37 municípios em Minas Gerais
Uma nova plataforma digital, chamada Visualização e Dados em Saúde da Mama (VIDA), está transformando o tratamento do câncer de mama no Sistema Único de Saúde (SUS) em Minas Gerais. Desenvolvida por alunos do programa Rio Pomba Valley (RPV), a ferramenta já está em uso em 37 municípios e permite que os dados de pacientes sejam organizados de forma a facilitar diagnósticos e acelerar decisões médicas.
O VIDA surgiu a partir de uma demanda do mastologista Bruno Laporte, coordenador do Serviço de Mastologia da Agência de Cooperação Intermunicipal em Saúde Pé da Serra (ACISPES). Segundo ele, até então, as informações sobre os pacientes estavam dispersas em planilhas, dificultando a análise e o cruzamento de dados. “Com a consolidação no VIDA conseguiremos tomar decisões mais rápidas e eficientes com base nas informações reais da jornada dos pacientes”, destacou Laporte.
O projeto começou como um trabalho de conclusão de curso da estudante Maryângela Soares, com o apoio de colegas e mentores, e foi lançado oficialmente em abril. A expectativa é cadastrar entre 50 a 100 pacientes por mês, coletando dados clínicos, históricos familiares e condições de saúde, tudo acessado apenas por profissionais da área.
A plataforma é oferecida gratuitamente à ACISPES e outras instituições oncológicas, ampliando a robustez das análises e contribuindo para pesquisas científicas e para o aprimoramento de políticas públicas de saúde. O VIDA é registrado na Plataforma Brasil e está em conformidade com a Lei Geral de Proteção de Dados (LGPD).
Além de ser uma ferramenta estratégica para o SUS, o projeto também se destaca como um símbolo de inovação social. A iniciativa é parte das atividades do RPV, que visa capacitar jovens da rede pública em diversas áreas, com uma taxa de empregabilidade de quase 90% para os cursos de qualificação profissional. A gerente de Investimento Social do Grupo Energisa, Delânia Cavalcante, ressaltou a importância de investir em iniciativas que gerem impactos positivos e respeitem os saberes locais.