Política Regionais

PREFEITURAS DE MG FIRMAM ACORDO COM CAIXA APÓS GOLPE CIBERNÉTICO

Por Redação #Região

Instituição bancária irá restituir R$ 12,5 milhões desviados por fraudes.


Dez prefeituras de Minas Gerais, que foram vítimas de um golpe cibernético, formalizaram um acordo com a Caixa Econômica Federal na terça-feira (27). O entendimento prevê a restituição de aproximadamente R$ 12,5 milhões que foram desviados das contas municipais por meio de fraudes. O acordo foi assinado no Centro Judiciário de Solução de Conflitos e Cidadania (CEJUSC) da Justiça Federal em Belo Horizonte.

Os prefeitos de Carmópolis de Minas, Serro, Ribeirão Vermelho, Presidente Juscelino, São José do Goiabal, Felixlândia, Luz, Monte Sião, Mateus Leme e Cabeceira Grande participaram da reunião. O prefeito de Monte Sião, Juninho Zucato, expressou sua satisfação com a decisão, afirmando que foi um dos “dias mais felizes” desde que assumiu a prefeitura em janeiro de 2024. Ele destacou que o acordo permitirá a devolução integral dos R$ 5,7 milhões desviados do município, além de recuperar sua honra, que havia sido questionada devido ao golpe.

Zucato relatou que o golpe ocorreu em setembro do ano passado, com 54 transações bancárias realizadas em 14 contas da prefeitura em horários atípicos. Os criminosos, que se passaram por funcionários da Caixa, obtiveram informações sigilosas para acessar as contas. As transações foram feitas rapidamente, sem que a Caixa emitisse alertas. O dinheiro desviado foi utilizado para pagamentos e compras.

Após a fraude, a prefeitura acionou a Justiça, alegando falhas na proteção das contas. O caso foi discutido em uma audiência na Assembleia Legislativa de Minas Gerais (ALMG), resultando na criação de uma mesa de conciliação que culminou no acordo. O apoio do presidente do Tribunal de Contas do Estado de Minas Gerais, Durval Ângelo, e da Associação Mineira dos Municípios foi crucial para o desfecho positivo.

A Polícia Federal investiga as fraudes, que tramitam em sigilo. Segundo Zucato, as investigações estão em fase avançada e indicam que a facção criminosa responsável pode estar baseada no Ceará, onde parte dos recursos desviados foi encontrada em contas abertas naquele estado.

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