SAMUEL GAZZOLA QUESTIONA SITUAÇÃO FINANCEIRA DA PREFEITURA DE UBÁ
Professor e advogado critica contradições em gastos públicos e contesta medidas de contenção.
O professor e advogado Samuel Gazzola Lima publicou um vídeo em suas redes sociais, onde levanta questionamentos sobre a situação financeira da Prefeitura de Ubá. Servidor da rede municipal de ensino, ele decidiu investigar as contas públicas após ter um pedido de férias-prêmio revogado pela administração municipal, que alegou restrições orçamentárias.
Samuel afirmou que pretendia usar o período de férias para acompanhar o tratamento de saúde de seu pai em Muriaé, além de questões pessoais. Após a revogação, ele apresentou um recurso e solicitou informações sobre as finanças da Prefeitura. A resposta da Secretaria Municipal de Educação mencionou um decreto que estabelecia normas de contingenciamento devido à calamidade pública e desequilíbrio fiscal. No entanto, o professor alegou que os documentos solicitados não foram enviados.
O professor identificou cerca de R$ 65 milhões em obrigações financeiras de 2025 que foram transferidas para 2026, dos quais aproximadamente R$ 40 milhões seriam recursos próprios do município. Segundo ele, essa situação representa uma pressão significativa sobre as contas municipais. “O problema não é a enchente ou a queda de arrecadação, mas sim que a Prefeitura passou a dever R$ 65 milhões aos fornecedores”, afirmou.
Além disso, Gazzola contestou a alegação de queda na arrecadação, apresentando dados que indicam um aumento superior a 15% nos primeiros seis meses de 2026 em comparação ao mesmo período de 2025, o que representaria mais de R$ 50 milhões a mais. Ele questionou se essa suposta queda justificaria as medidas de contenção.
O professor também criticou a falta de materiais básicos nas escolas municipais e apontou contradições nas despesas, como a contratação de um show por R$ 75 mil, poucos dias após a negativa de seu pedido de férias. Samuel Gazzola também mencionou um contrato próximo de R$ 1 milhão para estudos relacionados à folha de pagamento dos servidores, levantando dúvidas sobre a necessidade de contratações externas em um cenário de contenção.
As declarações de Samuel Gazzola geraram repercussão e aguardam um posicionamento da Prefeitura de Ubá, que deve esclarecer os números apresentados e as medidas adotadas. O espaço permanece aberto para manifestação da administração municipal sobre os questionamentos levantados.