Polícia Regionais

TCE-MG AUTORIZA AVANÇO NA PRIVATIZAÇÃO DA COPASA COM REGRAS ESPECÍFICAS

Por Redação #Região

Tribunal determina que governo deve melhorar fornecimento de água em escolas públicas.


Uma decisão unânime do Tribunal de Contas do Estado de Minas Gerais (TCE-MG) permitiu que o governo mineiro prossiga com o processo de privatização da Companhia de Saneamento de Minas Gerais (Copasa). Durante a sessão realizada na manhã de segunda-feira (18), o conselheiro Agostinho Patrus destacou que a Lei Estadual nº 25.664 de 2025, aprovada pela Assembleia Legislativa de Minas Gerais (ALMG), serve como base para a desestatização da companhia.

O relator do processo, Patrus, lembrou que o tribunal já havia liberado estudos iniciais e auditorias necessárias, mas que a venda das ações estava suspensa até o momento. Ele enfatizou que o papel do tribunal é garantir que todas as etapas do processo sejam conduzidas de acordo com a legislação vigente. “O papel desta Corte é garantir que todo processo ocorra em estricta relevância à legislação”, afirmou.

Com a autorização para a venda, o governo agora pode publicar avisos oficiais ao mercado financeiro. No entanto, Patrus ressaltou que a fiscalização continuará, e o tribunal se reserva o direito de interromper o processo caso irregularidades sejam identificadas. Além disso, o governo e a Copasa devem notificar o TCE-MG sobre qualquer fato relevante relacionado à desestatização em até 48 horas.

Em uma medida voltada para a responsabilidade social, o conselheiro estabeleceu um prazo de 30 dias para que a Copasa apresente um plano detalhado que priorize a expansão das redes de água e esgoto em escolas públicas estaduais e municipais. Essa exigência visa assegurar que a melhoria na qualidade do fornecimento de água para os estudantes não seja negligenciada durante o processo de privatização. O relator também cobrou um levantamento sobre a cobrança da taxa de esgoto em localidades onde o serviço não é prestado, garantindo que os consumidores sejam ressarcidos caso a cobrança seja considerada indevida.

Patrus ainda determinou que a equipe do tribunal responda rapidamente às queixas relacionadas à venda da estatal, destacando a importância de um acompanhamento rigoroso durante essa fase de transição.

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