Alison Mesquita, preso desde dezembro, alegou que acidente foi resultado de disputa pelo volante.
O empresário Alison de Araújo Mesquita, de 44 anos, acusado de asfixiar a mulher Henay Rosa Gonçalves Amorim e forjar um acidente de carro na MG-050 para encobrir o crime, solicitou a liberdade durante uma audiência de custódia realizada nesta quinta-feira (7). Alison, que está preso desde 16 de dezembro de 2025, afirmou que o acidente ocorreu devido a uma disputa pelo controle do volante, após uma noite de consumo de álcool e drogas.
O crime aconteceu em um apartamento no Bairro Nova Suíça, em Belo Horizonte, onde o relacionamento entre o casal era marcado por violência física e psicológica. Durante a audiência, o réu relatou que a relação começou em 2012 e que, na véspera do crime, houve uma viagem para Divinópolis, onde ocorreram discussões e agressões mútuas.
Alison alegou que Henay insistiu em dirigir o veículo, mesmo apresentando sinais de sonolência. Ele também tentou justificar imagens que o mostram transportando um colchão, alegando que o objeto foi retirado do apartamento a pedido da vítima. Ao final da audiência, a defesa pediu novas diligências e a liberdade provisória do réu, mas o Ministério Público se manifestou contra a soltura.
A juíza responsável pelo caso decidirá nos próximos dias se há indícios suficientes para que Alison seja julgado pelo Tribunal do Júri. O caso ganhou notoriedade após a prisão do empresário no velório de Henay, quando a perícia encontrou ferimentos no corpo da vítima que não eram compatíveis com a versão apresentada por ele sobre o acidente.
