Energisa destaca cuidados necessários durante tempestades após alta incidência de descargas atmosféricas.
O primeiro trimestre de 2026 foi marcado por uma intensa atividade elétrica em Minas Gerais, com mais de 320 mil raios registrados na área de concessão da Energisa Minas Rio. Somente em fevereiro, foram contabilizadas mais de 200 mil descargas, número que representa um aumento de sete vezes em relação ao mesmo mês do ano anterior. Essa situação climática desafiou a operação das distribuidoras e demandou esforços contínuos para garantir a segurança da população e a integridade do fornecimento de energia.
As descargas atmosféricas, que liberam uma grande quantidade de energia em poucos segundos, podem causar danos a equipamentos e provocar interrupções no fornecimento de energia. Além disso, os raios podem energizar o solo e estruturas metálicas, aumentando o risco de choques elétricos durante as tempestades. Em 2026, cerca de 185 mil clientes ficaram sem energia devido a quedas de árvores que atingiram a rede elétrica, com mais de 2.200 atendimentos desse tipo registrados apenas nos três primeiros meses do ano.
A vegetação próxima à rede elétrica é um fator crítico para a segurança e continuidade do fornecimento. Árvores podem cair ou encostar nos fios durante tempestades, afetando não só residências e comércios, mas também serviços essenciais, como hospitais e postos de saúde. Por isso, a orientação é que a população evite plantar árvores embaixo da rede elétrica e realize podas preventivas para reduzir riscos. Em áreas urbanas, essa responsabilidade é do poder público, enquanto na zona rural cabe aos proprietários.
Com a previsão de chuvas intensas e frequentes ao longo do ano, a segurança da população se torna ainda mais essencial. O grande volume de água pode causar alagamentos, deslizamentos de terra e quedas de barreiras, dificultando o acesso às comunidades e impactando o restabelecimento de energia. Um exemplo ocorreu nas cidades de Ubá e Cataguases, onde entre 23 e 27 de fevereiro de 2026, o volume de chuva chegou a aproximadamente 300 milímetros, gerando dificuldades no atendimento, apesar de 90% dos clientes terem a energia restabelecida em menos de 24 horas.
Para enfrentar esses desafios, a Energisa Minas Rio implementou um plano de contingência que inclui monitoramento constante das condições climáticas, reforço das equipes em campo e uso de drones para inspeção de áreas de risco. “Nossa prioridade absoluta é a integridade de nossos clientes e equipes. Atuamos com protocolos de antecipação rigorosos, o que nos garante agilidade e resposta imediata em qualquer cenário, sempre sob a premissa inegociável da segurança”, afirmou Rodolfo Pinheiro, diretor técnico e comercial da Energisa Minas Rio.
Durante períodos de chuvas, a população deve adotar medidas de segurança, como evitar áreas alagadas, manter distância de fios caídos e respeitar as orientações da Defesa Civil. Em caso de emergência, a Energisa disponibiliza canais digitais para atendimento, incluindo aplicativo, WhatsApp e telefone. A Resolução Normativa 1.137 da Aneel, em vigor, busca fortalecer as ações das distribuidoras em situações de eventos climáticos extremos, estabelecendo regras claras para prevenção e comunicação com a população.
