ICMBio e Polícia Federal investigam pichações em patrimônio arqueológico
Após atos de vandalismo, o Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade (ICMBio) interditou a Cachoeira e Lapa das Congonhas, localizadas no Parque Nacional da Serra do Cipó, em Santana do Riacho, Minas Gerais. A decisão foi tomada cinco dias após pinturas rupestres milenares da região serem pichadas, um episódio classificado pela administração do parque como “extremamente grave”.
A interdição foi sinalizada com fitas de isolamento e placas informativas. Turistas que visitavam a área relataram frustração pela falta de sinalização adequada sobre a interdição, especialmente em um trajeto de 12 quilômetros até o local conhecido como “Congonhas de Cima”. A direção do parque reconheceu a necessidade de ações imediatas e mencionou a colaboração com órgãos competentes, como o Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan) e a Polícia Federal, que darão início a uma investigação sobre o caso.
Ainda segundo o ICMBio, a interdição permanecerá até que um plano de restauração seja elaborado em conjunto com o Iphan, que deve visitar a área na próxima semana. O analista ambiental Diogo Demattos Guimarães destacou a preocupação com a falta de monitoramento na entrada irregular conhecida como “Duas Pontes”, onde não há agentes para controlar o fluxo de visitantes.
As ações já implementadas incluem o envio de informações detalhadas ao Iphan para a realização de uma perícia técnica e a abertura de um boletim de ocorrência pela Polícia Ambiental de Lagoa Santa. O vandalismo em pinturas rupestres é considerado um crime contra o patrimônio cultural e a unidade de conservação federal, com a possibilidade de sanções financeiras e penas de reclusão para os responsáveis.
A gestão do parque fez um apelo à sociedade para que colabore com as investigações e forneça informações sobre os autores do crime. Interessados podem entrar em contato pelo e-mail [email protected], garantindo a preservação da identidade, se desejado.
