Governador de Minas Gerais é acusado após usar expressão considerada racista em cerimônia
As deputadas estaduais Macaé Evaristo, Ana Paula Siqueira, Andréia de Jesus e Leninha, todas do PT, protocolaram uma representação no Ministério Público de Minas Gerais (MPMG) pedindo investigação contra o governador Mateus Simões (PSD). A acusação surgiu após Simões usar a expressão ‘inveja branca’ durante a cerimônia de entrega da Medalha da Inconfidência, realizada em Ouro Preto na última terça-feira (21). No evento, o governador elogiou o governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas, ao afirmar que sentia ‘inveja branca’ por ele ter nomeado a primeira mulher para o cargo de comandante-geral da Polícia Militar de São Paulo. As deputadas argumentam que a expressão utilizada por Simões é uma forma de racismo linguístico. Em seu documento, destacam que a frase hierarquiza racialmente, associando a ‘inveja branca’ a uma conotação positiva, enquanto a cor ‘preta’ carrega um significado negativo. “Trata-se de um mecanismo linguístico que reproduz e reforça a hierarquização racial estrutural presente na sociedade brasileira desde a colonização”, afirmam. Além disso, a deputada Beatriz Cerqueira (PT) também protocolou uma denúncia no MPMG, solicitando análise sobre uma possível violação da Lei de Improbidade Administrativa, alegando que as ações de Simões são incompatíveis com o prestígio do cargo que ocupa. Até o fechamento desta reportagem, a assessoria do governador não havia se manifestado sobre as acusações.
