Pré-candidata ao Senado destaca riscos de corrupção e desperdício de recursos públicos.
A pré-candidata ao Senado, Simone Tebet (PSB-SP), fez críticas contundentes à quantidade de emendas disponíveis para parlamentares e à falta de planejamento na sua distribuição. Em entrevista à jornalista Mônica Bergamo, da Folha de S.Paulo, Tebet afirmou que “não existe lugar nenhum no mundo onde um deputado, um senador, tenha tanto dinheiro para ir passar para os municípios”.
Segundo Tebet, a ausência de um planejamento adequado na partilha dos recursos resulta em desperdícios e na falta de investimentos essenciais para a população. “O dinheiro muitas vezes vai para o ralo, para pagar show, onde não se precisa”, comentou, ressaltando que isso impede que os chefes do Executivo atendam às demandas da sociedade.
A pré-candidata também alertou que o grande volume de repasses pode facilitar a corrupção e o desvio de recursos públicos. “É dinheiro mal gasto”, afirmou, mencionando que as emendas individuais, conhecidas como emendas Pix, criadas em 2019, têm se mostrado difíceis de fiscalizar, já que não exigem a apresentação de projetos ou justificativas para a transferência de recursos.
No orçamento de 2026, Minas Gerais se destaca ao receber R$ 744,8 milhões em emendas, liderando o ranking nacional. A Bahia e o Rio Grande do Sul seguem na lista, com R$ 465 milhões e valores expressivos, respectivamente. Tebet, que se posiciona como uma voz crítica em relação ao uso inadequado de verbas públicas, busca reforçar a necessidade de um planejamento mais eficaz na destinação de recursos para os municípios.
