Apenas 34,8% do grupo prioritário se vacinou contra a gripe, bem abaixo da meta de 90%.
Os centros de saúde de Belo Horizonte estavam lotados nesta quinta-feira (30/04), com muitos idosos buscando a vacina contra a gripe. Apesar da movimentação, a cobertura vacinal na capital mineira permanece preocupante, com apenas 34,8% do grupo prioritário imunizado, segundo a Secretaria Municipal de Saúde. A meta estabelecida pelo Ministério da Saúde é de 90%.
Até a última quarta-feira (29/04), foram aplicadas 202 mil doses da vacina contra a gripe em BH. Em relação à vacinação contra a Covid-19, cerca de 90 mil doses foram administradas, enquanto 11 mil gestantes receberam a vacina contra o vírus sincicial respiratório (VSR). Até o momento, 106 mortes foram registradas por Síndrome Respiratória Aguda Grave (SRAG) no estado.
O médico infectologista Leandro Curi atribui a baixa adesão à hesitação vacinal que afeta o país. “As pessoas estão temendo a vacina. Observamos isso em relação às vacinas contra gripe e Covid, mas se as pessoas não estão enxergando a doença, é porque a vacina está funcionando”, explica Curi. Ele ainda destaca que a insegurança e o desconhecimento sobre a eficácia das vacinas contribuem para essa situação.
Para reverter esse quadro, a Prefeitura de Belo Horizonte (PBH) intensificou as ações de mobilização, incluindo visitas domiciliares para reforçar a importância da vacinação. Os centros de saúde funcionam de segunda a sexta-feira, das 8h às 17h, e alguns postos extras operam em horários diferenciados.
A situação em Minas Gerais é alarmante, com 8.615 notificações de SRAG e 414 mortes até 25 de abril. A capital concentra a maior parte desses casos, levando a PBH e outros municípios a decretarem situação de emergência. O público prioritário no estado é estimado em 5.484.579 pessoas, mas apenas 40,7% se vacinaram contra a gripe até o momento.
