Confirmação foi feita pela Funed e município adota medidas de controle.
Uma criança de 11 anos foi diagnosticada com meningite bacteriana em Betim, na Região Metropolitana de Belo Horizonte. O caso foi confirmado pela Fundação Ezequiel Dias (Funed) e mobilizou as equipes de saúde do município para a adoção de medidas de controle e monitoramento. Até o momento, a prefeitura informou que existem dois casos da doença confirmados, sem registro de óbitos.
O diagnóstico foi feito na terça-feira, 28 de abril, em uma criança de nacionalidade estrangeira residente em Betim. Ela apresentou os primeiros sintomas no dia 23 de abril, sendo atendida na UPA de Sarzedo. Devido à piora do quadro clínico, a criança foi transferida no dia seguinte para o Hospital Municipal de Contagem, onde permanece sob cuidados intensivos.
Em nota, a Prefeitura de Betim esclareceu que não houve procura por atendimento na rede municipal após o início dos sintomas, e o último registro assistencial da criança foi em janeiro de 2025, sem relação com a atual condição. A paciente também apresentava comorbidade (anemia falciforme) e não tinha registro vacinal no Programa Nacional de Imunizações.
As medidas de controle começaram a ser implementadas em 27 de abril, quando surgiram as suspeitas clínicas. Entre as ações estão a identificação e o monitoramento de contatos domiciliares e escolares, administração de medicamentos para pessoas com exposição próxima, incluindo todos os alunos da turma da criança infectada, e acompanhamento contínuo pela Atenção Primária à Saúde. Um posto volante de vacinação foi instalado na escola da criança para verificar a situação vacinal e oferecer as doses necessárias.
A Secretaria Municipal de Saúde de Betim informou que a meningite bacteriana é uma inflamação das membranas que envolvem o cérebro e a medula espinhal, transmitida por contato direto com secreções respiratórias de pessoas infectadas. Os casos da doença são mais comuns no outono e no inverno. Não há recomendações para suspensão de aulas ou adoção de máscaras, pois o controle se dá por meio da identificação de contatos e vacinação. A vacinação continua sendo a principal estratégia de prevenção, com cobertura vacinal em 93,63% para crianças menores de 1 ano em 2026.
