Polícia Regionais

GOVERNADOR DE MINAS CRITICA STF E ELOGIA CLASSIFICAÇÃO DE FACÇÕES COMO TERRORISTAS

Por Redação #Região

Mateus Simões afirma que regras do STF dificultam operações contra o crime organizado


Durante o lançamento da Operação Cerco Fechado, na manhã desta segunda-feira (1º de junho), o governador de Minas Gerais, Mateus Simões (PSD), expressou sua insatisfação com as regras estabelecidas pelo Supremo Tribunal Federal (STF) para combater a letalidade policial em operações contra o crime organizado nas comunidades do Rio de Janeiro. Ele classificou essas medidas como ‘um desserviço’ ao país.

As diretrizes foram definidas em abril de 2025, durante o julgamento da Arguição de Descumprimento de Preceito Fundamental (ADPF) nº 635, conhecida como a ‘ADPF das Favelas’. Entre os pontos estabelecidos estão o uso proporcional da força policial, a utilização de câmeras nas viaturas e a elaboração de um plano de reocupação de áreas dominadas por organizações criminosas. Simões criticou a manutenção da ADPF sem julgamento, afirmando que ‘os grandes líderes do crime organizado estão protegidos pelo STF’.

Além disso, o governador criticou uma decisão do STF de março deste ano, que definiu critérios para a requisição dos Relatórios de Inteligência Financeira (RIFs) do Conselho de Controle de Atividades Financeiras (Coaf). Segundo ele, essas regras dificultam a efetivação de pedidos de bloqueio de bens, o que pode levar à falta de provas em investigações.

Simões também elogiou a recente decisão do governo dos Estados Unidos de classificar o Comando Vermelho (CV) e o Primeiro Comando da Capital (PCC) como organizações terroristas. Ele acredita que essa medida permitirá um combate mais efetivo ao crime organizado no Brasil, especialmente no que diz respeito ao sufocamento financeiro dessas facções. ‘Fico feliz com esse reconhecimento, pois isso vai permitir que a gente possa fazer os bloqueios internacionalmente’, concluiu.

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