SUPER EL NIÑO TEM 81% DE CHANCE DE CAUSAR EVENTOS CLIMÁTICOS EXTREMOS NO BRASIL
Meteorologistas alertam para chuvas intensas e secas severas em diferentes regiões do país.
O fenômeno climático conhecido como Super El Niño apresenta uma probabilidade de 81% de atingir uma intensidade muito forte, de acordo com a Administração Nacional Oceânica e Atmosférica dos Estados Unidos (NOAA). Essa previsão acende um alerta para a ocorrência de eventos climáticos extremos, como chuvas intensas, tempestades severas, ondas de calor e períodos prolongados de estiagem em diversas regiões do Brasil.
Ana Paula Paes, meteorologista e consultora da Energisa, explica que os impactos do Super El Niño variam conforme a localização. No Sul do Brasil, espera-se um aumento nas chuvas, com maior frequência de temporais. Em contrapartida, as regiões Norte e Nordeste podem enfrentar secas severas e estiagens prolongadas. No Sudeste e Centro-Oeste, a previsão é de ondas de calor mais intensas, além de um aumento no potencial de tempestades e descargas atmosféricas.
Diante desse cenário, as distribuidoras de energia, como o Grupo Energisa, estão se preparando para mitigar os impactos que esses eventos climáticos podem causar no sistema elétrico. A empresa tem aprimorado seus modelos de prontidão, utilizando inteligência artificial e monitoramento meteorológico para antecipar problemas e garantir a continuidade do fornecimento de energia.
Gioreli de Sousa Filho, vice-presidente de Redes do Grupo Energisa, ressalta que o clima tornou-se uma variável crítica para a operação do sistema elétrico. “As distribuidoras precisam antecipar cenários, monitorar riscos e responder rapidamente a eventos que podem afetar milhares de clientes”, afirma. A adaptação envolve estratégias específicas para cada região, levando em conta as particularidades climáticas locais.
Com a combinação de tecnologia e planejamento, a Energisa busca não apenas restabelecer o fornecimento após eventos climáticos, mas também chegar antes, com equipes e protocolos prontos para minimizar os impactos sobre a população. Essa abordagem é essencial, especialmente em períodos de altas temperaturas, quando a demanda por energia aumenta significativamente.