TENTATIVA DE CRIAR CARGO NO HOSPITAL DE CATAGUASES É BARRADA NA CÂMARA
Vereador Maguinho impede votação apressada de projeto que visava apadrinhamento político.
A proposta de criação de um cargo temporário no Hospital de Cataguases, com um salário mensal superior a R$ 9 mil, gerou intensas discussões na Câmara Municipal. O Projeto de Lei nº 015/2026, de autoria do prefeito José Henriques, tinha como objetivo nomear um Coordenador Executivo da Intervenção, o que levantou suspeitas de apadrinhamento político.
A tramitação do projeto, que ocorreu em um clima de urgência, foi barrada pelo vereador Carlos Magno, conhecido como Maguinho, presidente da Comissão de Saúde. A tentativa do presidente da Câmara, Vinicius Machado, de colocar o projeto em votação sem a análise das comissões gerou protestos entre os parlamentares, que questionaram a falta de critérios técnicos para a nomeação.
O vereador Maguinho convocou uma reunião emergencial com o Ministério Público, onde foram expostas as inconsistências do projeto, incluindo uma cláusula que isentava o prefeito de responsabilidades pelos atos do coordenador. O promotor de Justiça Dr. Rodrigo de Barros acolheu as preocupações levantadas e concordou que o cargo deveria ser preenchido por alguém com experiência técnica na área da saúde.
Como resultado, Maguinho protocolou um Substitutivo ao projeto original, que estabelece critérios rigorosos para a seleção do coordenador, incluindo formação superior e experiência mínima de dois anos em gestão hospitalar. O novo texto também exige que o indicado passe por uma sabatina pública nas comissões da Câmara antes de assumir o cargo.
O desdobramento dessa situação ainda pode levar a novos embates legais, já que o projeto, mesmo se aprovado, dependerá da sanção do prefeito, que pode vetar a proposta. A população de Cataguases observa atentamente o desenrolar dessa questão, que pode impactar a gestão do Hospital local.